MUNDO MARAVILHA

TEATRO | PORTUGAL | 2012 

Planejamos os ensaios de modo a poder criar a peça enquanto fazíamos uma travessia do oceano Atlântico a bordo de um pequeno veleiro que batizamos de MUNDO MARAVILHA. Foram meses de rigorosa preparação, procura de financiamento, treino físico e psicológico. Dissemos adeus a todos os que amamos numa grande festa de despedida, prometendo que nos reencontraríamos na estreia do espetáculo, e o Mundo Maravilha zarpou do cais, rumo ao seu destino artístico. Foi uma aventura linda e teria dado um excelente espetáculo se, depois de quatro semanas à deriva, não tivéssemos naufragado e morrido todos.



"A viagem íntima acontece numa espécie de inversão de escala, chamando a atenção para a riqueza da pequena dimensão. Ao invés de se descrever a travessia épica dos grandes navegadores, os grandes feitos que marcaram a História portuguesa e a brasileira, antes se mostra como os objetos mais simples também contêm e contam outras histórias, mais pessoais, mais íntimas."  
Rita Xavier Monteiro | Mais Crítica | Lisboa

"Trata-se de uma peça sobre a oscilação entre a fé e a dúvida, o acerto e o erro, o impasse e os lampejos, oscilação esta que caracteriza uma criação conjunta. O que se deixa, o que se carrega. O que fica, o que precisa ir. Os afetos que emergem, aqueles que permanecem, os outros que se esvaem. As grandes sacadas, os pequeninos e doloridos acertos. Nada mítico – tudo muito humano, laborioso. O frescor se revela na linguagem, que passeia por registros de vários gêneros teatrais sem se ater a nenhum, e nos experimentos de construção cênica."  
Maria Fernanda Vomero | Revista Época | São Paulo

"Neste sentido, MUNDO MARAVILHA, mesmo não querendo ter uma atitude destrutiva (eles amam e nos fazem amar Júlio Verne), propõe um mundo exuberante, onde o “tudo é possível” em arte, passa a ser uma profusão de possibilidades, mesmo que todas de certo modo levem ao fracasso. A meu ver, essa é a singularidade de sentidos da peça – justamente, proliferar na abundância do fracasso, do ocaso, do transitório e do imperfeito. Daí a melancolia, sempre em produção, daí a insistência em se deslocar e parar um tempo em certas coisas que parecem desajustadas e, mais ainda, a insistência em criar um regime entre a crença e o fracasso, apontando maravilhas no lugar comum do andar, falar, sorrir, todos como gestos de um espetacular cínico, mas cheio de humor. Sim, é uma peça inteligente e por isso mesmo afetiva." 
Dinah Cesare | Questão de Crítica | Rio de Janeiro

EQUIPE
cocriação e interpretação | Alex Cassal, Cláudia Gaiolas, Felipe Rocha, Paula Diogo, Renato Linhares, Stella Rabello e Tiago Rodrigues
desenho de luz e apoio técnico | André Calado
direção de produção e fotografia | Magda Bizarro
assistência de produção | Rita Mendes
produção | Mundo Perfeito
residência artística | O Espaço do Tempo e Alkantara
coprodução | Teatro Maria Matos (PT), BIT- Teatergarasjen (NO), Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura (PT) e O Espaço do Tempo
apoio | Festival Materiais Diversos

Uma coprodução House on Fire com o apoio do programa Cultura da União Europeia.

TRAJETÓRIA
Festival METEOR | Bergen, Noruega | 2013
Ocupação MIRADA – Sesc Belenzinho | São Paulo, SP | 2013
Festival Dois Pontos | Rio de Janeiro, RJ | 2013
O Espaço do Tempo | Montemor-o-Novo, Portugal | 2012 
Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura | Guimarães, Portugal | 2012

ESTREIA
Teatro Maria Matos | Lisboa, Portugal | 02 a 17 de novembro de 2012

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