TIRANOSSAURO REX

TYRANNOSAURUS REX | PT | 2017

Vamos imaginar a nossa memória como uma espécie de biblioteca-arquivo onde todas as etiquetas foram trocadas. Neste lugar, poderíamos encontrar livros de ficção científica na seção de historiografia e fotos de um filme de detetives coladas num álbum de família; caixas que acumulam recordações de viagens, receitas médicas, obituários de pugilistas, vestígios de seres pré-históricos e um cinzeiro de porcelana em formato de casa. Suponham, agora, que um pesquisador pouco criterioso tentava escrever uma biografia das pessoas que possuíram aquele acervo. Que relato espantoso e acidentado resultaria daí? Em TIRANOSSAURO REX, uma série de narrativas são oferecidas ao público em diferentes locais do Teatro Nacional D. Maria II. Um quebra-cabeças onde cada espectador vai receber fragmentos dessas histórias e, no final, talvez possa chegar a diferentes conclusões sobre o que acabou de ouvir. O texto do espetáculo foi publicado em Portugal por TNDMII e Bicho do Mato.

Alex Cassal imagined memory as a kind of archive where every label has been switched. In this show, a series of narratives are offered to the audience in specific places of the Theatre, in a puzzle where every audience member will receive fragments of different stories.  


É mais ou menos como mudar de casa. Uma pessoa afunda-se na tralha acumulada, como quem se vai ver livre do supérfluo, encontra o que não recordava e... Como dizer? Reconfigura a memória. De certo modo, cria um novo passado. TIRANOSSAURO REX opera a partir de princípio semelhante... À frente do título da peça vem a frase: ‘Procedimento básico de memorização e esquecimento.’ É uma ajuda para penetrar no astuto dispositivo cénico e narrativo criado pelo encenador, consciente de que este não procura, embora com certeza não enjeite, levar ninguém a criar o seu próprio enredo.
Rui Monteiro | Time Out | Portugal

É teatro que, disfarçado de comédia, faz uma bela arqueologia do futuro.
Jacinto Lucas Pires | Portugal

Uma metáfora da luta permanente da existência. Cabe à memória contabilizar os combates perdidos e ganhos. 
Vânia Maia | Visão | Portugal

EQUIPE | CREW
texto e encenação | text and direction Alex Cassal
elenco | performers Alfredo Martins, António Pedrosa, Cláudia Gaiolas, Márcia Lança, Marco Paiva, Paula Diogo, Tónan Quito
pesquisa | research Joana Frazão
assistência de encenação | assistant director Renato Linhares
foto | photo Filipe Ferreira, Mário Cruz
direção de cena | stage management Carlos Freitas 
produção | production Teatro Nacional D. Maria II

ESTREIA | OPENING
Teatro Nacional D. Maria II | Lisboa PT | 2017